SCOTT HAHN, A PENITÊNCIA, A CONFISSÃO E A NECESSIDADE DE TER UM CORAÇÃO RETO

 

Valter de Oliveira

 

Valter de Oliveira

 

“Todos os caminhos vão dar a Roma” (1) é o título do primeiro livro que li escrito por Scott Hahn. Livro encantador, onde em parceria com sua esposa Kimberly, ambos contam o percurso que fizeram do presbiteranismo até o catolicismo. Creio que é a mais bela história de conversão que já vi. Em especial porque vemos e sentimos como a graça os levou, passo a passo, ao encontro pleno com Cristo, a Verdade Encarnada.

Outro livro de Scott é “O Banquete do Cordeiro, a missa segundo um convertido” (2) no qual procura nos ajudar a entender os mistérios da Santa Missa, descrita por S. João Paulo II como “o céu na terra”. Foi a primeira vez que vi alguém mostrando o mistério da missa usando como chave de interpretação o Apocalipse. O Sacrifício de Cristo na Cruz aparece mais belo do que nunca.

Há duas semanas comecei a ler “Senhor, tem piedade de mim, o poder curativo da Confissão”. Outro livro de Scott, claro, singelo, comovente, que toca nossa inteligência e nosso coração, e ilumina nossa alma para entendermos melhor a necessidade  de nos arrependermos de nossos pecados e a procurar a misericórdia de Deus através do sacramento da Confissão.

 

Aproveito para citar partes do capitulo I , “Endireitar as ideias”. Scott sublinha de modo ímpar:

“Por muito que soframos falando dos nossos pecados em voz alta, essa dor é muito menor do que aquela que nos causaria a recusa interna ou externa em reconhece-los, agindo como se não existissem ou não tivessem importância. Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, diz o Novo Testamento (I Jo. 1, 8).

 

“Este autoengano já é ruim em si mesmo, mas, além disso, significa apenas o começo dos nossos problemas. Porque quando começamos a negar os nossos pecados começamos também a viver na mentira. Rompemos conexões essenciais entre causa e efeito nas nossas palavras e nos nossos pensamentos, pois negamos a nossa responsabilidade até pelas faltas mais graves que tenhamos cometido. E uma vez que enveredamos por esse caminho, ainda que seja numa matéria insignificante, começamos a desgastar os limites da realidade. Já não conseguimos ter ideias claras, e isso não pode senão afetar a nossa vida, a nossa saúde, as nossas relações e, mais direta e profundamente, as nossas relações com Deus” (p.6)

 

Em seguida Scott confessa um furto que praticara ainda jovem. Ao ser pego em flagrante deu uma desculpa.  Enganou duas mulheres da segurança da loja, enganou um policial. Na delegacia, os três ajudaram a mãe de Scott a ser compreensiva. O garoto ficou livre. Só que mais tarde não conseguiu enganar o pai. Sentiu então uma dor imensa: “A minha culpa ficava em evidência; sentia-me envergonhado de mim mesmo e mais só do que nunca” (p.10,11). Mas não era ainda a conversão. Era um começo. Logo ele vai ver que só há verdadeiro arrependimento e verdadeira conversão quando somos retos. Tarefa difícil, mas possível quando procuramos os braços misericordiosos de Nosso Pai.

Notas:

1 e 2. Os livros citados podem ser encontrados na Quadrante, Sociedade de Publicações Culturais:.     http://www.quadrante.com.br/

Os destaques em negrito são do site Claravalcister

O rei Davi reconhece seu pecado:

Lavai-me sempre mais de minha iniquidade, e purificai-me do meu pecado; porquanto reconheço a minha iniquidade, e meu pecado está continuamente diante dos meus olhos” (Sl L, 4-5). 

 

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