CRISES MUNDIAIS, SANTIDADE NO MEIO DO MUNDO E TRABALHO ORDINÁRIO

Pensamentos de São Josemaría Escrivá, fundador do Opus Dei « Jovens  Conectados
Sérgio Loeser

Após ler livro de Jose Luís Illanes sobre a santificação do trabalho (editora Quadrante), fiquei empolgado em difundir algumas ideias e decidi redigir este texto, parte com base no livro, parte com base na minha vida com mais de 30 anos de trabalho.

Ser santo é fazer as pequenas coisas... Madre Teresa de Calcutá

Quando se fala em crise mundial é comum analisar somente os pontos de vista econômico e social e se consideram crises pontuais ao longo da história. Mas queria chamar atenção para algo mais profundo, para uma crise de valores, de violência, de indiferença e miséria. Estas crises mundiais, neste sentido mais amplo, são crises de santos, faltam homens e mulheres santas em nosso mundo. Ser santo não é fácil, nem todos o foram, mas é plenamente acessível, todos o podem ser.

Editora Canção Nova no Twitter: "Hoje é comemorado o dia dos jovens e não  há como falar da juventude e não falar dele, o Papa peregrino do amor: São  João Paulo II.

Este ideal de santidade não é algo inventado pelo ser humano, é Deus quem nos chama a ser santos. Quando descobrimos este querer de Deus, uma luz acende em nossas vidas, reconhecemos o sentido da existência, para isto viemos ao mundo. Esta luz provoca uma revolução na nossa inteligência (mente) e na nossa vontade (coração). Deus é o nosso fim último e nos chama a uma vida de santidade heroica no meio do mundo.

Santidade no meio do mundo, porque este mundo é obra maravilhosa de Deus, que o criou e o amou, viu que foi algo bom o que Ele criou. E o homem e a mulher, através de seu trabalho, colaboram nesta arte criadora do mundo. Não é preciso sair do mundo para levar uma vida santa. No começo do cristianismo era um ideal para todos, mas ao longo da história este ideal turvou-se, ficando reservado apenas para pessoas que se retirassem do mundo para uma ordem religiosa (convento por exemplo) ou se mudassem de estado de vida, por exemplo para uma vida sacerdotal.

São Josemaría Escrivá | Frases de oração, Santos, Frases

Esta mensagem de santificação no meio do mundo foi relembrada por Deus no começo do século XX, tendo como fiel instrumento um sacerdote chamado São Josemaria Escrivá ao fundar o Opus Dei em 2 de outubro de 1928. Na época, foi uma mensagem revolucionária, tanto que apesar de sempre contar com a aprovação eclesiástica desde o começo, o Opus Dei somente teve sua roupagem jurídica definitiva em 1982 quando foi erigida como Prelazia Pessoal da Igreja Católica por São João Paulo II. E sobre a mensagem desta santidade no meio do mundo, São Josemaria a resumia em 3 aspectos, numa frase preciosa: santificar o trabalho, santificar-se através do trabalho e santificar os outros com o trabalho.

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O trabalho deve ser bem feito, porque é para Deus

Em primeiro santificar o trabalho, o que exige que seja um trabalho honesto e perfeito, dentro dos limites humanos que dispomos. E esta perfeição pode ser atingida seguindo três condições. Deve ser um trabalho bem feito até o fim, acabar bem as coisas com competência profissional, quer seja um trabalho feito dentro ou fora de casa. Depois é preciso que seja feito para Deus, não fazemos o trabalho para um chefe ou um patrão. Por último, que seja um trabalho com uma dimensão social, trabalho feito para servir os outros. Deste modo, qualquer trabalho bem feito e que melhore a vida dos demais, se o fazemos para Deus, este trabalho se transforma numa oferta agradável a Deus, estamos santificando o trabalho. Não há trabalhos mais nobres que outros, mas há trabalhos que foram bem feitos e para Deus, então foram santificados.

Diário da Foto » gari
Santificar o trabalho fazendo-o da melhor forma e sempre com alegria

Não é fácil santificar o trabalho! E nesta luta por elaborar esta oferta agradável a Deus, para fazer um trabalho perfeito, o homem e a mulher desenvolvem suas personalidades, através da conquista de qualidades e isto lhes permite enfrentar honradamente a função que lhes cabe na sociedade. É preciso desenvolver virtudes, hábitos bons que nos enriquecem como seres humanos. São alguns exemplos de virtudes a fortaleza por terminar as tarefas, o auto-domínio por ter equilíbrio emocional, a prudência por tomar decisões corretas, a justiça por respeitar os direitos dos outros, a humildade para ultrapassar nosso egoísmo e servir os outros e tantas outras virtudes. E para que este trabalho seja feito por Deus, é necessário que vivamos na presença de Deus, assim o trabalho nos leva a Deus e somos almas contemplativas no meio do mundo. Vida contemplativa e consciência da paternidade de Deus nos levam a ser almas confiantes, audazes no cumprimento amoroso do dever cotidiano, caprichando nas pequenas coisas do trabalho por amor a Deus. Este é um caminho de santidade pessoal no meio do mundo!

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Fazer tudo com alegria incentivando o trabalho bem feito

E o terceiro aspecto da frase de São Josemaria nos diz que Deus, ao nos chamar a ser santos, também nos deu a missão de orientar o mundo para Ele. Os cristãos devem ser semeadores de paz e alegria, conseguir que o Reino de Cristo se torne uma realidade entre nós. Desenvolveremos um ambiente de trabalho de amizade e compreensão, através do testemunho de um trabalho bem feito, do cumprimento dos deveres, de uma sensibilidade social, da prática das virtudes humanas e divinas, testemunho sincero, alegre e simples de quem tem defeitos e se esforça por vencê-los. Este testemunho provoca o diálogo com os outros. E neste diálogo despertamos a necessidade que todos temos de Deus e descobrimos novos horizontes. Transmitimos assim, através de nossas palavras, a loucura de amor a Deus que a graça divina derramou em nossos corações.

Deste modo, através de um trabalho santificado, na vertente que nos leva a Deus, a caridade converte o trabalho ordinário em vida contemplativa e na vertente que nos leva aos outros a caridade converte este trabalho em vida apostólica. Seremos otimistas, trabalhando por um mundo melhor, lutando por resolver as crises mundiais nas suas causas mais profundas. Mas este nosso otimismo tem raízes na consciência da liberdade de cada alma, e, portanto, de sua devida responsabilidade, e também tem raízes na fé e na graça, pois é Deus quem move as almas. Nós somos apenas instrumentos. Seremos felizes, otimistas, sabendo que haverá dores, mas devemos olhar para Cristo na Cruz. Ele venceu! Nós juntos com Ele também seremos chamados vencedores!

Dançarinos levaram seu trabalho a um hospital infantil, na Austrália. Juntaram-se às enfermeiras e médicos com a finalidade de levar alegria aos pequenos pacientes. O trabalho bem feito de cada um resultou nesse vídeo encantador

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